Qui, 03/09/09 - 17h07

Saiba tudo sobre o 1º hospital da Rede Lucy Montoro

Novo hospital atenderá 12 mil pessoas por mês

Este é o primeiro hospital da Rede Lucy Montoro que entra em funcionamento?

Sim. As demais unidades da Rede Lucy Montoro estão em obras ou sendo preparadas para entrar em funcionamento a partir do final de 2009. 

Quanto o governo do Estado pagou pela unidade?

Foram investidos R$ 50 milhões na compra do novo hospital, batizado de Hospital Lucy Montoro. É importante ressaltar que o custo médio de construção de um hospital básico na capital paulista é de R$ 2.500 a R$ 3.000 por metro quadrado, considerando apenas a estrutura física. No caso deste hospital, praticamente novo, com algumas áreas sequer utilizadas, esse valor ainda compreende cerca de R$ 10 a 12 milhões em equipamentos e mobiliários. Considerando-se os 13.500 mil metros quadrados desta nova unidade, o custo total superaria o valor pago. Portanto, com o custo de um hospital básico foi criado um hospital de ponta, pronto e novo, que já pode começar a funcionar e atender aos pacientes. Para construir um empreendimento como esse, o prazo seria de cerca de dois anos em obras.

A verba é da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência ou da Saúde?

A verba para a compra do hospital é da Secretaria da Saúde, parceira da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD) na Rede Lucy Montoro, e foi obtida com economia de recursos da internação e tratamento de acidentados no trânsito, custos esses muito menores a partir da entrada em vigor da Lei Seca. A verba de manutenção do hospital também será de responsabilidade da pasta da Saúde. A administração do hospital, assim como das outras unidades da Rede Lucy Montoro, é prerrogativa da SEDPcD, com aval da Secretaria da Saúde.

Quanto desse montante representa custos de equipamentos e tecnologias de ponta?

Estima-se que já haja no hospital de R$ 10 a R$ 12 milhões em mobiliário e equipamentos, embutidos no custo total pago pelo governo do Estado.

Quais são as principais instalações do novo hospital?

O novo Hospital Lucy Montoro terá 80 apartamentos individuais (destinados principalmente a pacientes do interior, internados com acompanhantes/cuidadores, fundamentais no processo de reabilitação), além de 20 consultórios e uma área de mil metros quadrados destinados a recursos diagnósticos.

O hospital terá também um novo centro de implante coclear (tecnologia de ponta para pessoas com deficiência auditiva) e um centro de aplicações especiais, como de toxinas de reabilitação de última geração. A praça de convivência será amplamente utilizada para técnicas de Terapias Ocupacionais (TO). A unidade também contará com centro de reabilitação, consultórios, sala de ginástica, piscina aquecida hidroterápica e sauna.

Quais são as tecnologias de ponta da unidade a ser destacadas?

O novo Hospital Lucy Montoro, o primeiro da rede a entrar em funcionamento, será um centro de reabilitação de última geração, uma unidade referência com o que há de mais moderno e avançado em tecnologias e tratamentos na área, muitos ainda inéditos no Brasil. Teremos, apenas como exemplo, um equipamento para equoterapia, que oferece aos pacientes de reabilitação as mesmas vantagens do tratamento a partir da simulação dos movimentos do cavalo.

Além disso, o hospital está em um prédio totalmente inteligente, que possibilitará o uso de telemedicina, pela qual profissionais especializados dessa unidade poderão interagir com os das outras unidades da Rede Lucy Montoro.

O governo precisará investir mais para equipar o hospital? Em quais tecnologias haverá maior investimento?

Para tornar este hospital a unidade mais moderna e avançada em reabilitação no país, serão importados, até o final do ano, equipamentos de tecnologia inglesa, israelense e norte-americana, ainda inéditos no Brasil, no valor total de cerca de R$ 10 milhões.

Quais serão os tipos de paciente atendidos no hospital?

A unidade estará destinada principalmente ao atendimento de pacientes com lesões medulares, amputados, com seqüelas físicas e cognitivas de traumatismo crânio-encefálicos, com paralisia cerebral e hemiplegias severas - com disfunção ou interrupção dos movimentos de um ou mais membros: superiores, inferiores ou ambos - e com severa restrição de mobilidade.

Qual é a demanda atual de atendimento desse tipo de paciente no Estado de São Paulo? Eles não estavam adequadamente atendidos pela rede SUS e/ou pela Rede Lucy Montoro até agora? Esse hospital atende a toda a demanda reprimida por esse tipo de atendimento?

Há estimativa de uma demanda de dois milhões de pacientes para a Rede Lucy Montoro em todo o Estado. Parte desse contingente não está sequer identificada, outra parte atendida com restrições na rede privada ou pública e há ainda uma parcela sem atendimento. Daí a importância da instalação dessa nova unidade.

Como esses pacientes serão encaminhados para a nova unidade? Como será feita a triagem?

O critério para a triagem será a necessidade clínica do paciente. Os que mais necessitarem de tratamento intensivo e seqüencial terão prioridade no atendimento. Ressalte-se que, para internação, terão prioridade os casos desse tipo encaminhados pela rede SUS do interior do Estado, muitas vezes impossibilitados de acesso aos tratamentos de referência, inexistentes em suas cidades.

Um hospital localizado no Morumbi não poderá ser um transtorno ao paciente, no que diz respeito ao deslocamento e transporte? Não teria sido mais interessante adquirir uma unidade em uma região mais central?

A localização da nova unidade é uma de suas vantagens. O paciente que vier do interior do Estado poderá ter acesso ao hospital pelas marginais, sem precisar entrar na cidade. A unidade é também de fácil acesso para os moradores do litoral Sul. Além disso, existem dois milhões de moradores na região Sul da capital, que ainda não tinham nenhum centro de reabilitação próximo.  E a região é bastante provida de linhas de ônibus de transporte urbano.

Qual o diferencial desse novo hospital em relação às demais unidades Lucy Montoro na capital?

Ele será a referência para todas as unidades da Rede, que devem se caracterizar pela oferta de atendimento multidisciplinar completo em reabilitação, com tecnologias e padrão de qualidade de ponta.

Como funcionará a distribuição de vagas pelas várias regiões do Estado?

As unidades de saúde pública de todo o Estado poderão encaminhar casos para o novo hospital por meio das Delegacias Regionais de Saúde. Os pacientes do interior, desde que se enquadrem no público-alvo do novo hospital, terão prioridade na internação.

Quantos pacientes deverão ser atendidos mensalmente? 

O Hospital Lucy Montoro, em pleno funcionamento, deve realizar 12 mil atendimentos mensais.

Qual o custo mensal de manutenção do hospital?

O governo de São Paulo deve investir cerca de R$ 5 milhões mensalmente na manutenção do hospital, considerando-se os 12 mil atendimentos mensais. Apenas a título de comparação, o Hospital do Câncer desembolsa cerca de R$ 40 milhões mensalmente, com uma média de 400 pacientes internados.

Sabemos que o hospital atualmente dispõe de uma infraestrutura de alto padrão. Toda essa infraestrutura estará disponível para as pessoas com deficiência? Será mantida ao longo do funcionamento do hospital?

Essa infraestrutura de alta qualidade não só será mantida, como será padrão para as outras unidades da Rede Lucy Montoro pelo Estado.

Como será, daqui em diante, o desenvolvimento da Rede Lucy Montoro em todo o estado?

O novo hospital Lucy Montoro não elimina a necessidade de unidades Lucy Montoro no interior do Estado, pelo contrário. Este será o primeiro centro de alta complexidade para o tratamento de casos mais críticos. Além disso, como parâmetro de qualidade para as outras unidades da Rede, o novo hospital Lucy Montoro será um laboratório de treinamento de mão-de-obra e um centro difusor de novas e avançadas tecnologias para as outras unidades da Rede. 

O Instituto do Câncer de São Paulo Octavio Frias de Oliveira, também de alto padrão e que foi inaugurado no ano passado, serviu para desafogar a rede de atendimento. Esse hospital seguirá o mesmo caminho?

Por já entrar em funcionamento, certamente o novo hospital Lucy Montoro permitirá aumentar o fluxo de atendimento que a Rede Lucy Montoro prestará em suas outras três unidades de reabilitação na capital: Lapa, Vila Mariana e Jardim Umarizal. Também poderá atender à demanda do interior paulista por reabilitação de alta complexidade.  

Quais e quantos serão os funcionários contratados para essa nova unidade?  Como serão selecionados?

Devemos contratar, via divisão de Reabilitação do Hospital das Clínicas, cerca de 500 profissionais, entre médicos fisiatras, enfermeiras, nutricionistas, assistentes sociais, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e outros especializados em reabilitação, até o final do ano. Inicialmente, a equipe será formada por profissionais também contratados pelo Hospital das Clínicas para as unidades paulistanas da Rede Lucy Montoro, que estão em reforma.

Quem são os pacientes atendidos em caráter experimental pelo novo hospital desde 3 de agosto? Quantos são? De onde vêm?

Desde o dia 3 de agosto, o novo hospital Lucy Montoro atendeu em caráter experimental cerca de 90 pacientes, com o perfil definido pela nova unidade. Foram, em sua maioria, encaminhados pela unidade de reabilitação Lucy Montoro no Jardim Umarizal, na capital. Para esse atendimento, foram deslocados profissionais especializados da Rede Lucy Montoro - médicos fisiatras, enfermeiras, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais.

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