Antes de curtir as férias, viajante deve se vacinar contra a febre amarela

O mês de julho está chegando ao seu final mas muitas pessoas ainda aproveitam o resto de férias para viajar. Quem vai viajar no período não pode deixar nenhum detalhe de lado, portanto a vacina contra a febre amarela tem de receber toda atenção dos viajantes. Quem se destina a locais de risco ou com […]

seg, 16/07/2018 - 15h00 | Do Portal do Governo

O mês de julho está chegando ao seu final mas muitas pessoas ainda aproveitam o resto de férias para viajar. Quem vai viajar no período não pode deixar nenhum detalhe de lado, portanto a vacina contra a febre amarela tem de receber toda atenção dos viajantes. Quem se destina a locais de risco ou com imunização em curso deve comparecer a um dos serviços de saúde mais próximos.

 

Algumas áreas estão mais vulneráveis à transmissão da doença, como a região norte e nordeste do Brasil, países da América do Sul, como Bolívia e Peru, ou algumas regiões da Europa.

 

A Secretaria de Estado da Saúde do Governo de São Paulo contabiliza 575 dos 645 dos municípios com vacinação em curso. Desde o início de 2016, quando começou a intensificação das ações de enfrentamento da febre amarela no território paulista, por meio de monitoramento dos corredores ecológicos, vigilância epidemiológica e vacinação, as áreas com indicação da vacina foram gradativamente ampliadas.

 

Até o meio de março deste ano, mais de 7,2 milhões de pessoas em todo o Estado foram vacinadas contra a febre amarela. O número é praticamente equivalente às 7,4 milhões de doses aplicadas ao longo de todo o ano de 2017.

 

Também é importante mencionar a dose fracionada da vacina, disponibilizada pelo SUS em 2018.  O frasco convencionalmente utilizado na rede pública pode ser subdividido em até cinco partes, sendo aplicado assim 0,1 mL da vacina.

 

“Estudos em andamento continuarão a avaliar a proteção posterior a esse período. As pesquisas evidenciam que a vacina fracionada tem eficácia comprovada de pelo menos oito anos”, explica a diretora Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo, Regiane de Paula.

 

O jornalista paulistano Raphael Silva se beneficiou dessa novidade. Ele foi convocado para uma viagem a África do Sul para a cobertura de uma feira de negócios de turismo, e tomou a dose fracionada onze dias antes de seu embarque. “Fui informado de que com a dose fracionada o processo de vacinação acelerou e com isso consegui me proteger a tempo de viagem profissional.”

 

Além disso, está mantido o uso da dose padrão para crianças com idade entre nove meses e dois anos incompletos, pessoas que viajarão para países com exigência da vacina e grávidas residentes em áreas de risco.

 

“A vacinação é a principal forma de proteger a população contra a febre amarela. Por isso, é imprescindível que todas as pessoas que moram em áreas de risco e locais definidos pela campanha busquem os postos urgentemente”, alerta a diretora de Imunização da Secretaria, Helena Sato.

 

Devem consultar o médico sobre a necessidade da vacina os portadores de HIV positivo, pacientes com tratamento quimioterápico concluído, transplantados, hemofílicos ou pessoas com doenças do sangue e de doença falciforme.

 

Não há indicação de imunização para grávidas que morem em locais sem recomendação para vacina, mulheres amamentando crianças com até 6 meses e imunodeprimidos, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (como por exemplo Lúpus e Artrite Reumatoide). Em caso de dúvida, é fundamental consultar o médico.

 

“Nós estamos fazendo o acompanhamento desde o surgimento do primeiro caso de febre amarela, há cerca de 22 meses. Estamos no campo trabalhando. Já fizemos pelo menos cinco transplantes hepáticos para os pacientes mais graves. Nós precisamos atender às pessoas que vivem em regiões onde a doença é uma ameaça”, explica o infectologista Marcos Boulos.

 

A orientação também vale para pessoas que irão viajar para outros locais do país com vacinação recomendada pelo Ministério da Saúde, como é o caso do jornalista mencionado na reportagem. Vale lembrar que é necessário exigir de brasileiros o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) junto à Anvisa.

 

Saiba como conseguir: http://portal.anvisa.gov.br/certificado-internacional-de-vacinacao-ou-profilaxia