Serra entrega próteses auditivas no Instituto Cema – parte 3

Governador: Queria cumprimentar o prefeito (Gilberto) Kassab (de São Paulo); o Guido Aquino, que é diretor-presidente do Instituto Cema (de Oftalmologia e Otorrinolaringologia); o (Luiz Roberto) Barradas, nosso secretário da Saúde; e a Linamara (Battistella), nossa secretária de Direitos da Pessoa com Deficiência. Queria saudar também o deputado Jorginho Maluly, de Araçatuba. O deputado (Luiz […]

sex, 08/05/2009 - 15h30 | Do Portal do Governo

Governador: Queria cumprimentar o prefeito (Gilberto) Kassab (de São Paulo); o Guido Aquino, que é diretor-presidente do Instituto Cema (de Oftalmologia e Otorrinolaringologia); o (Luiz Roberto) Barradas, nosso secretário da Saúde; e a Linamara (Battistella), nossa secretária de Direitos da Pessoa com Deficiência.

Queria saudar também o deputado Jorginho Maluly, de Araçatuba. O deputado (Luiz Carlos) Gondim também. O Marcos Belizário, secretário municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida; o vereador Tião Farias; subprefeitos da Moóca, o Rubens Casado, e da Vila Prudente, Wilson Pedroso. Queria também cumprimentar o vereador Edir Sales. Os pacientes do Instituto Cema que receberão as próteses auditivas hoje: a Paula Cíntia Gomes, de 25 anos; a Maria Del Carmen, de 92; a Eva Maria, de 60 anos e o Leonardo José da Silva, de 10 anos. Queria saudar também os pacientes, familiares, amigos, diretores, médicos e parceiros do Instituto Hospital Cema.

O Cema é um grande parceiro nosso. Foi na minha época no Ministério (da Saúde) que se fez a sua participação intensa no nosso programa de parceria, para o pessoal de baixa renda receber os aparelhos auditivos. E ele atende, só da cota do Ministério da Saúde, 80 pacientes mês. E hoje completa a entrega de 30 mil aparelhos. Nós estamos comemorando simbolicamente 30 mil, mas esse número já foi ultrapassado.

Nós fizemos outra coisa muito importante, que foi a cirurgia de implante coclear. Não é para gente que escuta pouco – é para quem não escutava nada. Isso tudo é feito em Bauru (interior de São Paulo), embora aqui (no Cema) se faça cirurgia, e lá seja colocado o aparelho. Em crianças que tinham audição zero, que nunca tinham ouvido um som na vida, você põe e elas passam a ouvir. É um aparelho caríssimo, mas necessário. E que nós introduzimos no SUS, nessa oportunidade.

E, como aqui a Linamara expressou muito bem, para nós é uma grande prioridade o atendimento de pessoas que tenham algum tipo de deficiência, e que em São Paulo ultrapassam quatro milhões de paulistas… Que tenham algum tipo de problema: ou auditivo, ou com a vista, ou com pernas, mobilidade, porque teve derrame, porque nasceu assim…

Mas o fato é que nós estamos dando uma grande ênfase a esse setor, como já demos na época do Ministério da Saúde. E fazemos isso agora no Governo do Estado, como eu fiz na Prefeitura também, e o (Gilberto) Kassab dá seqüência, de uma maneira mais operacional. Na verdade, no Estado e no Município, o trabalho de saúde é mais difícil do que no Ministério. Posso falar à vontade, porque eu fui quatro anos ministro. No Estado e no Município é onde tem que operacionalizar, fazer as coisas acontecerem.

Por outro lado, é muito importante a parceria. Instituições públicas não são apenas aquelas governamentais, são aquelas que trabalham junto conosco, com atendimento gratuito para todos e para todas. E, nesse sentido, o Cema é um parceiro exemplar, aqui em São Paulo e no Brasil. Para cá (Estado de São Paulo) inclusive são trazidas pessoas que têm problemas mais complexos, imagino que até de outros Estados. Vocês imaginam o prestígio aqui da instituição.

Uma das coisas gratificantes no sistema de Saúde de São Paulo é que a gente vai a um hospital bom e fica tropeçando em médicos de outros Estados, que vêm fazer estágio. É uma verdadeira escola permanente. Vai a um Dante Pazzanese, vai ao InCor, vem aqui, vai a diversos lugares, e o pessoal está fazendo estágio – e depois voltando com muita qualificação para os seus Estados de origem. Nós turbinamos esse setor também porque criamos um fundo de ações estratégicas na minha gestão, que permitiu recursos para que atividades como esta fossem impulsionadas. Aliás, é um trabalho orçamentário bem feito, que garantiu o desenvolvimento desse setor e, em geral, do atendimento aos deficientes físicos.

A Linamara disse aqui, e isso ela sabe melhor que eu, as portarias e os sistemas que nós organizamos na época. Então, eu fiz questão de vir aqui para esta entrega, para esta comemoração simbólica. Para prestigiar e reforçar esse trabalho e essa parceria, que nós esperamos desdobrar em todo o Estado de São Paulo. Particularmente em relação aos deficientes, nós estamos incentivando os prefeitos para criarem ou Secretarias, ou Departamentos, ou terem uma pessoa – porque tudo depende do tamanho da Prefeitura – ligada ao assunto dos deficientes. E a Mônica (Serra), minha mulher, à frente do Fundo de Solidariedade (e Desenvolvimento Social e Cultural do Estado de São Paulo), está organizando agora, junto com as Secretarias, com todo mundo, uma campanha para detectar deficiência visual nas crianças, no primeiro ano da escola. Porque tem muita criança que não enxerga, que a família não sabe, ou tem também deficiência auditiva, a família não sabe e (a criança) perde terreno.

Então, vai ser feito um trabalho que não é só o da entrega dos óculos. O problema é descobrir quem é que tem problema. Então, nós vamos treinar as professoras para que elas possam fazer, digamos assim, a primeira triagem, descobrir quem é que pode ter problema, quem vai fazer exame. Tendo problema, vai receber óculos – e eu insisto, os óculos são secundários, dava para dar para todo mundo. O problema é dar para a pessoa que realmente precisa – e na medida correta, oftalmologicamente correta.

Portanto, esse é um setor que tem muita prioridade nas nossas ações. Minha vinda aqui também simboliza esta prioridade.

Muito obrigado!