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Lúcia França

Nascida em 28 de janeiro de 1962, em São Paulo, mudou para São Vicente ainda criança. Na cidade, formou-se em Magistério e passou a dar aulas, ao mesmo tempo em que fazia a sua primeira graduação, em Pedagogia do Excepcional para Deficientes Mentais e Auditivos.

Por meio da docência, conheceu Márcio França. Ao fazer uma entrevista para trabalhar na escola de quem, anos mais tarde viria a ser sua cunhada, seu teste foi selecionado por Márcio. Mesmo sem conhecê-la pessoalmente ou por foto, a contratou. Logo virou amiga da família e o namoro começou.

Iniciou sua carreira como professora concursada em Praia Grande ao mesmo tempo em que, ao lado de três amigas, montou – numa casa alugada, o seu próprio colégio. Lúcia ainda não tinha 20 anos de idade e, para dar esse passo, penhorou umas joias dadas pelo avô libanês.

Dois anos depois, pediu exoneração da prefeitura para dedicar-se integralmente à própria escola. É graduada em Pedagogia, com docência plena, orientação educacional, administração e supervisão escolar. Pós-graduada em Direito Educacional e cursou MBA em Liderança.

A professora nunca abandonou a área da Educação, nem mesmo no período em que foi presidente do Fundo Social de Solidariedade de São Vicente (FSSSV), entre os anos de 1997 e 2004. Nesta época, ficava meio período na escola e a outra metade do tempo na sede do Fundo. Orgulha-se de ter conseguido, até aqui, conciliar a Educação com a carreira política do marido.

É da sua história de vida que tirou inspiração para muitas das suas ações enquanto presidia o Fundo Social. Atividades que lhe renderam diversas condecorações, como os troféus Lydia Federici, Profissional Mulher 1997 e 1998; Odete Veiga Martins, 1998; Brás Cubas, 2000; Odete Veiga Martins, 2000; e Calunga, 2000. Ela ainda recebeu o título “Paul Harris”, 2000; o prêmio “Dia Internacional da Mulher” – Soroptimista, 2000; e a Medalha Rosa da Solidariedade, 2018.

Este ano sua escola completa 36 anos de fundação e seu ativismo político, que iniciou na universidade, tem mais de três décadas de história. Ela afirma que seu maior orgulho é poder trabalhar com dois pilares transformadores da sociedade: a educação e a política.