Serra inaugura 2º maior piscinão da Região Metropolitana

Governador José Serra: Nós estamos aqui hoje inaugurando um grande piscinão construído pelo DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo), com capacidade de reservação de 500 mil metros cúbicos. É o segundo piscinão do Estado, em tamanho. Só é ultrapassado pelo piscinão chamado Petrobrás, em Mauá, construído em 2002, e que […]

sex, 15/01/2010 - 15h40 | Do Portal do Governo

Governador José Serra: Nós estamos aqui hoje inaugurando um grande piscinão construído pelo DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo), com capacidade de reservação de 500 mil metros cúbicos. É o segundo piscinão do Estado, em tamanho. Só é ultrapassado pelo piscinão chamado Petrobrás, em Mauá, construído em 2002, e que tem capacidade para 800 mil metros cúbicos. Este, portanto, é o segundo piscinão de São Paulo, numa área crítica de enchentes, que é a do (córrego) Pirajuçara. E como a Dilma (Pena, secretária de Saneamento e Energia do Estado) sublinhou, inclusive, tem um tipo de acabamento menos agressivo, pelo menos ao meio ambiente visual – com, inclusive, gramado, com uma área que, em períodos de secas, quer dizer, de não-chuvas, pode perfeitamente ser utilizada como área de lazer, para esportes.

Este piscinão custou 48,4 milhões de reais na sua construção. Na verdade, foram 35 milhões de reais para a obra, pagos pelo Governo do Estado, e 7 milhões de reais em desapropriações para o Estado. Isso dá 41,4 milhões de reais. A Prefeitura da Capital dividiu o custo da desapropriação com mais 7 milhões. Então, no total, são 48,4 milhões de reais. A Prefeitura de Taboão (da Serra) não entrou com nenhum recurso.

Agora, o que é mais importante é que nós vamos fazer um outro piscinão, do lado, perto, que é o piscinão do Olaria. Um piscinão coberto, com a implantação de um parque, com áreas de lazer, pavilhão para atividades culturais na cobertura. Será o sétimo piscinão feito pelo Estado na bacia do córrego Pirajuçara. Vocês veem que o córrego Pirajuçara vai ter que chamar, no futuro, córrego hífen piscinão Pirajuçara, porque é o que mais tem piscinões – pelo menos que eu conheço aqui em São Paulo e talvez no Brasil. Isso realmente significa poupar as famílias de transtornos enormes. Não é que os transtornos acabaram, mas sem dúvida nenhuma diminuíram, e sem dúvida nenhuma são muito, mas muito menores, comparativamente, ao que haveria caso não houvesse o piscinão.

A localização deste outro é no bairro do Campo Limpo, entre as ruas Jorge Soares de Macedo, Paulo Gomiero e Anastácio Bonsucesso. O Olaria é afluente da margem direita do córrego Pirajuçara. O investimento do Estado vai ser próximo a 28 milhões de reais, a área é de 9 mil metros quadrados e vai beneficiar cerca de 200 mil pessoas. Então já estamos dando a ordem de serviço – mais um alivio no futuro para o problema das enchentes aqui.

Mas a Prefeitura da Capital está indo adiante nisso, através das obras de canalização. Canalização de 7 quilômetros no trecho entre a rua Timborana, divisa da Capital com Taboão da Serra, até a avenida Andorinha-dos-Beirais, em Embu. População beneficiada pela obra da Prefeitura: cerca de 200 mil pessoas. Está em processo de licitação, em 3 etapas. Agora, o trecho da Capital, o córrego Pirajuçara já está canalizado em 6 quilômetros, em galeria tamponada, e 1,1 quilômetro de galeria aberta. A Prefeitura da Capital inclusive, está realizando a recuperação de um trecho já canalizado, especialmente na galeria localizada sob a avenida Eliseu de Almeida.

Estamos também cuidando da construção de coletores-tronco de esgotos – 12 quilômetros de coletores-tronco, e suas ligações, com os coletores secundários, que levarão o esgoto doméstico da região para a Estação de Tratamento de Esgotos de Barueri. Em alguns trechos, inclusive, o esgoto será feito em uma das margens do córrego. O estágio atual é licitação – iniciada agora, na semana que começou. E esperamos que venha a ser logo concluída.

 Portanto, estamos trabalhando muito. Esse é um exemplo típico de um trabalho que vai se fazendo, e que na verdade aparece pouco. Quando é época de enchente, de muita chuva, os piscinões cumprem a sua função, não chamam maior atenção – exceto se eles não agüentam, se a chuva é mais forte, se acumula mais água do que ele pode comportar. E, fora disso, não é uma obra que tenha um uso alternativo, embora com este tipo de arquitetura a gente está proporcionando que haja alguma utilização alternativa.

Na verdade, são obras para corrigir distorções de décadas no desenvolvimento urbano. Não é apenas em São Paulo, é em todo o Brasil. Impermeabilização do solo, construção de residências em áreas mais baixas do que a dos córregos e rios… enfim, ocupações irregulares, um conjunto de problemas… e a gente fica correndo atrás. Aí não tem jeito, e estamos correndo depressa, embora as mudanças climáticas que estão acontecendo no mundo… eu estou convencido de que essa irregularidade climática – meio seca no nordeste, dilúvio no sudeste, calor como nunca vi – tem a ver com o processo de mudanças climáticas muito problemático, que não está estabilizado. Torna-se muito difícil fazer essa previsão.

Mas o Poder Público está trabalhando. Essa é apenas uma das frentes – e nesta região é um dos lugares onde nós estamos concentrados e fazendo esforços. Se não tivéssemos lançado esse piscinão aqui, no começo do Governo, e feito o acerto com a Prefeitura… Nós fizemos o acerto ainda na época do (ex-governador Geraldo) Alckmin, eu era o prefeito (de São Paulo), no sentido de ratear a desapropriação. A Prefeitura de Taboão não tinha dinheiro, alegava. Então nós fizemos os dois, depois fizemos as obras, estamos entregando integralmente. Trabalhamos no passado para que hoje o transtorno fosse menor. E eu torço para que este segundo piscinão de São Paulo tenha uma boa capacidade para aguentar as chuvas.

Muito obrigado!