Serra entrega 22ª AME do Estado em Limeira, região de Campinas

Governador José Serra: Queria dar o meu boa tarde a todos e a todas. Este AME (Ambulatório Médico de Especialidade) com a (parceria com a) UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas) vai significar serviço de primeira qualidade, já está significando. Este AME aqui é grande, do ponto de vista do volume de serviços que vai oferecer. […]

qui, 25/02/2010 - 20h56 | Do Portal do Governo

Governador José Serra: Queria dar o meu boa tarde a todos e a todas. Este AME (Ambulatório Médico de Especialidade) com a (parceria com a) UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas) vai significar serviço de primeira qualidade, já está significando. Este AME aqui é grande, do ponto de vista do volume de serviços que vai oferecer. São 22 especialidades, tem de tudo aqui em matéria de especialidades médicas. Eu não vou nem ler todas, mas a primeira é Acupuntura e a última é Urologia. E aí percorre quase todo o alfabeto, em termos das especialidades. E realmente não falta nada aqui. Mas ainda tem fisioterapia, ainda tem os exames médicos. Na prática, a capacidade do AME é superior a 15 mil consultas por mês – 15 mil consultas. Por dia, mais de 500, porque não fica aberto 7 dias da semana – portanto, por dia é até um volume maior. E o que é impressionante também é o número de exames de apoio ao diagnóstico que vão ser feitos aqui. São quase 47 mil, a capacidade – exames de imagem, exames laboratoriais. Portanto, é um volume expressivo, que vai atender não apenas Limeira, mas atende a toda a população da região. Tem capacidade para isso, e fica por conta dos prefeitos fazerem o agendamento, botarem uma van aí para transportar, quando se justifica. Enfim, vai representar um salto do ponto de vista da qualidade do atendimento à saúde aqui na região.

E nós definimos os AMEs precisamente por cauda disso. Um diagnóstico da Saúde em São Paulo mostrava que um ponto de estrangulamento é a consulta, a demora em uma consulta de Ortopedia, demora na consulta de Nefrologia e até mesmo de Ginecologia – às vezes filas para isso. Com os AMEs… nós já temos 22 funcionando. Com 15 mil consultas mais ou menos por mês cada um, já são 180 mil por mês. Vocês imaginam isso daí por ano – são mais de dois milhões por ano. Consultas de boa qualidade. Em matéria de exames é um número ainda maior. Isto vai trazer um alívio substancial para a população de São Paulo que se atende pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Mais ainda, temos 22 (AMEs), mas caminhamos para 40. Muitos serão feitos ainda, para botar para funcionar neste ano – e esta região está muito bem atendida. Nós já temos em Piracicaba, nós já temos em Rio Claro, agora temos em Limeira, temos em Santa Bárbara (d’Oeste). Santa Bárbara inclusive tem um viés, tem uma diferença com os outros, faz cirurgias/dia, porque isso era o que demandava mais. Temos ainda outro engatilhado para Mogi-Guaçu, que é para daqui uns dois meses. E temos dois programados para Campinas, que estão pendentes de definições, em parte da própria Prefeitura.

Quem mantém o AME é o Estado – aqui nós vamos gastar mais de 9 milhões de reais por ano – mas quem ajuda com o local é a Prefeitura, e foi o que a Prefeitura fez aqui. O Silvio (Félix, prefeito de Limeira) explicou que aqui iria ser um centro de outra natureza, e a Prefeitura cedeu para que a gente pudesse fazer o AME, porque é um prédio muito bom para isso, para um grande volume de serviços. Portanto, precisamos também da colaboração das Prefeituras no que se refere essencialmente à instalação, porque a manutenção, que é o que realmente pesa, é por conta do Estado – a manutenção daqui em diante, inclusive do prédio, dos equipamentos e tudo mais.

Aqui, para vocês terem uma idéia, o programado potencial é de 15.540 mil consultas (por mês), sem contar consultas não médicas – psicólogo, nutricionista, etc., e 4 mil consultas de Fisioterapia. Aliás, falando em Fisioterapia, eu espero entregar em março um hospital, um centro da Rede de Reabilitação Lucy Montoro aqui em Campinas, que vai atender toda a região. É para tratar as pessoas que têm dificuldades motoras – ou de nascimento, ou de derrame, ou de acidentes, ou de idade – e é uma iniciativa muito importante. São Paulo tem mais de 4 milhões de pessoas que têm algum tipo de deficiência física. Por isso nós criamos uma Secretaria para o deficiente físico (Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência) e estamos fazendo essa rede, fora todo o apoio que tornamos disponível para os Municípios fazerem suas ações, inclusive no que se refere à acessibilidade, que é um cuidado especialmente das Prefeituras, que lidam com os equipamentos que a população utiliza no dia-a-dia. Portanto, este centro vai atender toda a região aqui. Não é um centro para Campinas – aliás, seria grande até, apesar da população de Campinas. Ele vai atender toda a região, inclusive como referência, treinamento de pessoal, e tudo o mais. Com isso a gente está atendendo a um setor que, em geral, ficou de lado ao longo do desenvolvimento brasileiro, e que precisa de uma atenção muito especial para poder se integrar na cidadania, no mercado de trabalho, e ter uma vida mais confortável. E nós estamos dando uma atenção enorme. Eu fico muito satisfeito que aqui a região esteja contemplada neste aspecto, como está também com relação aos AMEs.

Haveria muita coisa aqui para falar. Quero agradecer o prefeito, que mencionou muitas delas. E queria sublinhar uma, que não é muito grande não, mas que é um começo, e que é muito significativa, que já está acertado de fazer aqui, que é uma Vila Dignidade – Vila Dignidade que a Prefeitura vai dar o terreno e nós vamos construir – é um condomínio para moradia de pessoas em idade avançada. Essa é uma iniciativa nova no caso de São Paulo, e a nossa parceria com as Prefeituras é no sentido das Prefeituras oferecerem o terreno, um lugar adequado, um lugar apropriado para isso. E esse é um esquema aqui que já está em andamento. Fico contente também com o funcionamento da UNICAMP – do que eu tenho entendido, vão ter mil vagas aqui. Mil vagas deve ser uns 17% das vagas do total da UNICAMP – quer dizer: em Limeira já entra 17%. Isso mostra o peso em disciplinas, em cursos que não são os da UNICAMP. Engenharia de Produção, de Manufatura, Ciências do Esporte e Nutrição e Gestão – ou seja: tudo voltado para o desenvolvimento.

Eu quero agradecer imensamente a atenção, a acolhida, e me congratular com Limeira. Se tem este AME aqui é porque Limeira deu a batalha, porque Limeira precisa, e nós não estamos fazendo nada além da obrigação. Quero ainda citar uma outra coisa, que é muito importante aqui para a região, que é o Ensino Técnico e o Ensino Tecnológico. Nós aqui demos um apoio, o prefeito sabe disso, à ETEC (Escola Técnica). Investimos cerca de 1milhão de reais aqui na Escola Técnica. E esta é uma região muito bem atendida nessa matéria – são 30 ETECs e 7 FATECs (Faculdades de Tecnologia) em funcionamento. Ou seja: são 30 Escolas Técnicas, é bastante, e 7 Faculdades de Tecnologia, que formam tecnólogos. E na nossa gestão foram 10 dessas ETECs criadas, e 3 FATECs, que nós criamos em Bragança, Mogi-Mirim e Piracicaba. Está tudo funcionando. Na verdade, são também, principalmente as FATECs, mas as ETECs também, obras regionais. E elas apontam para o futuro, são regionais no sentido de que vai gente de toda a região, não é só da mesma cidade. E em matéria de vagas nós criamos 5.700 a mais só no nosso Governo. E criamos também, em FATECs, mais de mil vagas. Isto aponta para o futuro. Por quê? Porque nós estamos investindo na juventude. De cada 5 que se formam em uma ETEC, 4 conseguem trabalho logo. Em uma FATEC, de cada 10, 9 conseguem emprego logo.

Então nós estamos pavimentando o caminho do futuro de São Paulo, porque isso significa mais desenvolvimento, isso significa mais oportunidades para a juventude. Temos ETECs e FATECs inclusive voltadas para a Saúde, para a formação de profissionais que não são os médicos, mas que são cruciais para a Saúde. Os médicos e as médicas são essenciais… Digo médicas porque hoje em dia, nas faculdades, cerca de metade são mulheres – o que é uma coisa boa. Outro dia eu fui ver, aliás, uma ETEC, eu fui ver uma ETEC no bairro do Jaraguá (em São Paulo), e até no curso de eletricista metade são mulheres. Vocês imaginam isso…. Quer dizer: daqui a pouco chama o eletricista e vai vir uma mulher – porque era uma profissão, não por nada, mas era tipicamente masculina. Eu nunca, pelo menos, vi um eletricista mulher na vida, e agora nós vamos ter, e a gente sabe que as mulheres capricham mais naquilo que têm que fazer. Mas, na área da Saúde, médico é crucial, mas enfermeira, auxiliar de enfermagem, técnico de enfermagem são essenciais como agentes de Saúde, como psicólogos, como fisioterapeutas – todo esse pessoal é que forma a armadura da Saúde. Aliás, um AME como este tem 170 funcionários e 48 são médicos. Quer dizer: um quarto é médico; e três quartos é pessoal administrativo e profissionais da Saúde. Administrativo é pequeno, o resto são todos outros profissionais que definem, inclusive, a excelência. Para um hospital ser de excelência não bastam os médicos, toda a área de enfermaria tem uma importância crucial nesta definição. E através do Centro Paula Souza, que é o braço do Estado (de São Paulo) na área técnica e tecnológica, nós também estamos apoiando muito esse processo – e inclusive criamos um curso – o Tec Saúde, que vai treinar 100 mil técnicos em enfermagem, em 2 anos vai fazer isso.

Vocês imaginam como é que vai ficar o Estado. Eu quando era ministro da Saúde fiz um programa para auxiliares de enfermagem, mais de 200 mil para todo o Brasil, com financiamento na época do Banco Interamericano (de Desenvolvimento/BID). Nós, agora em São Paulo, vamos fazer 100 mil para os técnicos, que inclusive é um grauzinho acima do auxiliar de enfermagem e corresponde a uma demanda muito sentida em todo o Estado.

Mas, enfim, eram essas as palavras que eu queria dizer aqui, novamente parabenizando Limeira, agradecendo e dizendo que podem contar conosco a todo o momento.

Muito obrigado!