Serra discursa na entrega de ônibus e escola em Americana

Governador José Serra: Queria dar o meu boa tarde a todos e a todas. Esse ato hoje aqui é para duas coisas: uma é a inauguração da escola e a outra é o anúncio do programa Melhor Caminho. Por isso estão aqui o secretário da Agricultura (do Estado, João Sampaio) e o presidente da CODASP (Companhia de Desenvolvimento […]

sex, 05/02/2010 - 17h00 | Do Portal do Governo

Governador José Serra: Queria dar o meu boa tarde a todos e a todas. Esse ato hoje aqui é para duas coisas: uma é a inauguração da escola e a outra é o anúncio do programa Melhor Caminho. Por isso estão aqui o secretário da Agricultura (do Estado, João Sampaio) e o presidente da CODASP (Companhia de Desenvolvimento Agrícola de São Paulo, Edinho Araújo). O que é o programa Melhor Caminho? É um programa de recuperação, de arrumação das estradas rurais. Nós já fizemos isso em 3 mil quilômetros, por todo o Estado de São Paulo – e hoje anunciamos mais mil quilômetros para este ano. Estou fazendo isto aqui, em Americana, este anúncio. Aqui nesta região serão contemplados 335 quilômetros, além dos 216 (quilômetros) que já foram feitos nestes anos. Portanto, só para a região vão ser perto de 550 quilômetros, é bastante.

Este programa Melhor Caminho é um achado. Foi criado na época do (ex-governador Mário) Covas e fortalecido na época do (ex-governador Geraldo) Alckmin – e nós impulsionamos mais ainda. Agora, esta recuperação vai pegar a área alaranjada deste mapa – este é o mapa da região. Na área branca já foram refeitas estradas rurais. Agora falta a área alaranjada, é a área que está ressaltando aqui. Portanto, estamos fazendo o anuncio aqui em Americana do avanço deste programa, que é muito importante para o produtor rural, muito importante para o emprego, muito importante para o deslocamento das pessoas. Este é um dos motivos da reunião aqui.

E o outro, como já falou o nosso Paulo Renato (Souza, secretário da Educação do Estado), é o do prédio escolar. Nós entregamos o dinheiro para a Prefeitura fazer… era dinheiro do Estado e a Prefeitura fez. Eu queria cumprimentar Americana, a Prefeitura e o prefeito (Diego De Nadai), pelo prédio. É um prédio simples, mas confortável, bem amplo, A área de esportes, o galpão para esportes, é incrível. Um negócio simples, barato, muito bem feito, já nasceu coberto. Uma grande demanda que sempre tem é de cobrir a quadra de esportes – e essa já nasceu coberta. Aqui vão estudar 1.100 alunos. Portanto, é um avanço a mais entre tudo o que a gente tem procurado fazer na área da Educação. Mas há outros prédios em andamento.

Aqui neste prédio nós gastamos 1,7 milhão de reais. Mas nós temos contratos aqui para 4,5 milhões de reais, mais prédios estão a caminho, duas escolas novas e mais duas reformas. É uma parceria que nós temos com a Prefeitura, porque o sistema de ensino é um só. A população não quer saber quem é o responsável, ela quer uma boa Educação, seja do Município, seja do Estado. E nós estamos avançando muito na área da Educação. Não é fácil, porque são 5,5 milhões de alunos, mais ou menos, do Estado, mais de 5 mil prédios… Vocês imaginam que se 1% dos prédios tem problema, são 50 prédios, dá um programa de televisão por semana mostrando prédio que não funciona, embora seja 1 em 100. Esse é o gigantismo do aparato educacional do Estado, sem contar o dos Municípios. Os dos Municípios, de prédios… devem ter, talvez, outro tanto, porque São Paulo deve ter mais de 10 mil prédios escolares. Portanto, é um sistema gigantesco. Na área de merenda, transporte escolar, material de escola, uniformes, prédios, a situação é satisfatória.

Hoje nós estamos aqui também por outro motivo, que é o da entrega de ônibus. Nós vamos entregar hoje 42 ônibus escolares. São ônibus de muito boa qualidade, do ponto de vista da segurança e do conforto. Mais ainda: estes ônibus estão sendo cedidos às Prefeituras, mas o repasse para transporte escolar, neste ano, nós estamos aumentando mais de 10%. Neste ano nós vamos repassar 235 milhões de reais – estamos aumentando e isso vai beneficiar 330 mil alunos. Mas este dinheiro é separado dos ônibus, que nós estamos entregando de graça para as Prefeituras. Portanto, eu dizia, nesta parte a Educação é satisfatória. Na parte do aproveitamento ainda tem muito a avançar.

Por isso nós fizemos o programa Ler e Escrever no Estado, com material didático para os professores seguirem o guia, para os alunos estudarem. Fizemos programas… isso para os 4 primeiros anos e depois para os outros 4, mais o Ensino Médio, outros programas especiais… Tem o São Paulo faz Escola – é um programa de leitura de livros. Agora… isso já está começando a dar resultado. Estamos investindo também na melhora do Magistério, estamos dando bônus para as escolas que cumprirem metas – nós fixamos meta por escola no Estado de São Paulo, ganha todo o pessoal, mesmo o pessoal do administrativo, todo mundo -, carreira para professor a médio e longo prazo, escola de professores com curso de 4 meses para aqueles que passem no concurso se reciclem e ainda cursem 4 meses de escola de professores, além de terem de fazer exames para poderem ser realmente bem admitidos, o quer vai melhorar muito a qualidade das aulas. E por aí vai…

Há  pouco eu estava dando uma entrevista na TV Bandeirantes. Contei uma coisa… quando eu entrava aqui tinha duas jovens mulheres que me disseram que tinham visto e que não sabiam que eu dava aula. É verdade, eu dou aula nas escolas, fazia isso na Prefeitura (de São Paulo) e fiz isso no Estado. Aulas para o 4º ano do Ensino Fundamental. Não levo imprensa, não levo nada. É só ir lá, dar uma aula de verdade, que é a minha profissão, porque eu sou professor, mas me permite também avaliar o que os alunos sabem de aritmética, o que sabem de português, leitura, uma série de índices de aproveitamento que a gente vê na hora, de cara quais são os problemas. Essa questão do material escolar eu me convenci dando aula, que precisava ter o que antigamente se chamava apostila. Os jovens, acho que nem sabem o que é isso,que é aquele material impresso que se dá para o aluno, um livro propriamente dito. E que o professor também tem um guia para poder seguir. E isto tem permitido, graças a Deus, uma melhora na qualidade. 

E onde o ensino é municipalizado, nós estamos dando esse material para os Municípios de graça, para eles fazerem a distribuição para os alunos. Porque nós estamos preocupados com o ensino no geral, como eu disse no inicio. Não interessa se for aluno do Estado ou do Município – os dois têm que ser melhor atendidos. Eu acho até que, na média de São Paulo, o ensino municipal no nosso interior é, na média, melhor do que o estadual, porque o prefeito está em cima, principalmente nos primeiros anos. É uma coisa que fica muito mais próxima da comunidade. Por isso, onde as Prefeituras querem nós municipalizamos o ensino, passando dinheiro. É vantajoso financeiramente para as Prefeituras, inclusive.

Bem, mas eu dizia que na área da Educação temos avanço, temos coisas para registrar. Ela é uma área decisiva. Junto com a Educação tradicional, formal, nós estamos enfatizando a Educação Técnica e Tecnológica (gratuita). Esta região aqui, de Campinas, é a região do Estado que tem mais Escolas Técnicas e mais Faculdades de Tecnologia. As Escolas Técnicas são de nível médio, para a garotada que está cursando… tem gente que já passou do Ensino Médio, até não estuda, tem adultos também… mas é principalmente para a garotada. Nós temos aqui na região 30 Escolas Técnicas funcionando, 30, e temos 7 Faculdades de Tecnologia, que são de 3 anos, para formar tecnólogos. Eu fico de coração cortado quando eu vejo, muitas vezes, famílias pagarem 5 anos uma faculdade particular para o garoto, a garota fazerem Direito – e chega no final e não passam no exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Oitenta por cento são reprovados na OAB em São Paulo, e aí não podem exercer a profissão de advogado. A Ordem dos Advogados faz um exame que é bem feito, e a garotada… a maior parte de cada 5, 4 não passam, perderam tempo, perderam dinheiro.

Ensino Técnico abre um horizonte profissional, porque não é incompatível com depois fazer a faculdade, nem incompatível com fazer o Ensino Médio junto. E nós estamos fazendo uma verdadeira revolução nessa matéria, quantitativa e qualitativa, aqui em São Paulo. Em Americana, nós ampliamos muito a FATEC – eu vim inclusive inaugurar o prédio novo, a Faculdade de Tecnologia. E aqui na região estamos também contemplando a ampliação da ETEC também, da Escola Técnica daqui, porque vagas vão aumentando não só com novos prédios, com novas escolas. Aumentamos também com ampliação das escolas existentes. Eu encontrei, quando começou o Governo, uns 70 e tantos mil alunos de Ensino Técnico; nós vamos deixar mais de 170 mil. Encontramos 26 FATECs, vamos deixar mais de 52. Mas isso não mede a expansão, isso é uma parte da expansão – a outra é o crescimento das próprias unidades escolares. Portanto, junto com a Educação formal, nós estamos dando uma força muito grande para a Educação Técnica Profissionalizante, mesmo o Ensino Superior, aquele que é mais rápido, que tem uma grande demanda no mercado de trabalho, que é na área de tecnólogos.

Aqui em Americana nós destinamos recursos também para a ampliação do Hospital Municipal. A (estrada) vicinal para Paulínia vai estar asfaltada até abril. Eu só quero pedir uma coisa para os prefeitos: a estrada vicinal é municipal, e até para recapear, ou fazer a primeira pavimentação, o Município tem que autorizar quando é o Estado que faz. A manutenção é dos Municípios, nós até quebramos o galho. Nas novas concessões de estradas, os concessionários têm obrigação de manter as vicinais que estão próximas, isso dá 1.000 quilômetros aqui em São Paulo. Mas tem lugares que não, a Prefeitura precisa manter. Quer dizer, em geral, quando comunica duas cidades… é entre Vinhedo e Itatiba… tem um problema. Fizemos a estrada como nova, e está esburacada de novo. Por quê? Porque as Prefeituras não controlaram caminhões pesados, e tem que fazer a manutenção. Aí não tem jeito, é uma rede muito grande. A gente está gastando muito dinheiro para botar em ordem, agora precisa ajudar a manter em ordem.

Por outro lado, na área da Saúde, tomos aqui uma iniciativa muito importante na região, que á criação dos Ambulatórios Médicos de Especialidades, os AMEs, para consultas. São, em geral, mais de 15 mil consultas por mês, e mais de 30 mil exames. Fizemos um já em Santa Bárbara (D’Oeste) que, inclusive, é Hospital Dia; um em Piracicaba; outro em Rio Claro; temos dois engatilhados em Campinas; outro em Jundiaí; outro em Atibaia; em Limeira. Portanto, isso para a área da Saúde é fundamental, porque pega o gargalo aqui em São Paulo, na Saúde, que se chama consulta e exame. Eu sei que em Hortolândia, por exemplo, tem fila grande agora. Os AMEs são regionais, para atender toda a região, porque um AME atende 500 mil pessoas (por mês), uma população, porque não é todo mundo que vai no médico todo o dia. Então vão ser unidades regionais. A hora que a gente tiver instalado isso, e nós dependemos muito das Prefeituras, não vai ter mais nenhum problema em nenhum lugar, como já não temos nos lugares que tem AME. No caso de Hortolândia, está se socorrendo… seja em Campinas, seja na UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas), eu tenho a impressão, seja no AME de Santa Bárbara. Mas nós vamos multiplicar isso aqui. Do que dependemos das Prefeituras? É o prédio, é a rapidez para entregar o prédio, que é sempre a coisa que mais demora – encontrar o local, construir, etc. A manutenção é totalmente do Estado. O Estado também põe grana na instalação, mas precisa da parceria com as Prefeituras. 

Bem, aqui nós temos também uma APL, um Arranjo Produtivo Local Têxtil, porque aqui é uma região muito importante do ponto de vista industrial. E temos a recuperação do Parque Gruta da Neve, que são 2 milhões de reais através de convênios. E o prefeito pediu também uma área, que eu já liberei – agora tem que ter uma audiência pública para a concessão – que é a área para o Aeroporto do Instituto de Zootecnia. Segundo ele é uma área muito importante. 

Enfim, aqui são coisas que a gente não pode deixar de apontar, apesar do calor, apesar da agenda mais ou menos densa. Mas eu queria realmente agradecer a acolhida calorosa, ao lado da acolhida do clima quente, mas das pessoas. E dizer que continuem contando conosco, continuem contando com o Governo, continuem contando com os nossos secretários, continuem contando comigo, da mesma maneira que a gente conta com vocês – esta que é a região mais desenvolvida do Estado de São Paulo – para o progresso do Estado e do Brasil. 

Muito obrigado!