Governador lança especialização para profissionais da educação

Governador José Serra: Boa tarde a todos e a todas. O Paulo Renato (Souza, secretário estadual da Educação) me disse a expressão correta a respeito desta iniciativa: é a cereja do bolo. É a organização de uma rede de aperfeiçoamento dos professores, em diferentes disciplinas, em um sistema à distância – e pessoal também. É presencial, ou semi-presencial, […]

seg, 29/03/2010 - 11h29 | Do Portal do Governo

Governador José Serra: Boa tarde a todos e a todas. O Paulo Renato (Souza, secretário estadual da Educação) me disse a expressão correta a respeito desta iniciativa: é a cereja do bolo. É a organização de uma rede de aperfeiçoamento dos professores, em diferentes disciplinas, em um sistema à distância – e pessoal também. É presencial, ou semi-presencial, cerca de 30 mil vagas, em 3 anos. O programa custou 109 milhões de reais e vai ser proporcionado pelas nossas instituições de excelência – a UNESP (Universidade Estadual Paulista), a USP (Universidade de São Paulo) e a UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas), em diferentes períodos, segundo um cronograma aqui estabelecido. É voluntário – professor ou professora estão livres para fazer esse aperfeiçoamento. Isso contará como pontos no seus currículos, inclusive para os benefícios que são entregues a cada ano. Sem falar do beneficio mesmo de aprimorar a sua formação.

As disciplinas são Língua Portuguesa, Matemática, Física, História e Educação Física, isso na UNICAMP. Na USP teremos cursos em Ciências, Biologia, Sociologia, além de especializações o que é muito importante também, é uma iniciativa interessante, em Gestão da Escola para diretores. Eu não sei se já houve cursos assim, porque realmente é muito oportuno. Em Gestão de Currículo para professores coordenadores, em Gestão da Rede Pública para supervisores de ensino. É gestão na veia da qualificação. E a UNESP vai proporcionar cursos de especialização para docentes em Inglês, Filosofia, Arte, Química e Geografia.

Realmente, eu acho que aquilo que o Paulo disse é corretíssimo: é a cereja do bolo. Não tem defeitos. É um programa que, de qualquer ângulo que se olhe, é correto, bom, oportuno e afinadíssimo com toda a nossa orientação à frente do Governo do Estado em relação à questão da Educação, que está focalizada na sala de aula. O problema número um da Educação no Brasil é o aproveitamento na sala de aula. As condições exógenas são importantes – prédios bons, currículos adequados, merenda, transporte escolar, uniforme, como tem a Prefeitura de São Paulo, material escolar, tudo isso está perfeito, são condições que cercam o ensino. Agora, nós não podemos perder o foco do que é o fundamental: a sala de aula.

Eu, na minha história, estudei grupo escolar em ginásio. No meu tempo, grupo escolar eram 3 horas por dia, só tinha os sábados que dava mais ou menos, aproximava de 4 horas. Não tinha merenda, a gente comprava uniforme – isso escola em um bairro pobre – não tinha nada, era só aula mesmo, o que não impedia de ter um bom rendimento, porque a qualidade, o aprendizado na sala de aula era maior. O estímulo, bem ou mal, que os alunos tinham, era maior – e nós estamos focalizados nisso, daí a importância da formação.

Estes cursos aqui estão no âmbito da Escola de Professores do Estado, que nós criamos para ser uma etapa ligada ao concurso. Tem concurso e tem o curso de formação em seguida. E precisa passar no concurso e no curso. Ontem, foi o concurso para 10 mil vagas, participaram 230 mil, 23 por vaga de professor. E eu vi uma carta no jornal, alguém dizer que não vale a pena dar aula em São Paulo, isso e aquilo, aquelas coisas trabalhadas político-eleitoralmente. Mas aparentemente não é realidade,  porque se vai 23 por vaga, isso é uma coisa boa, imagine a qualidade, imagine a qualidade. Agora, esses 10 mil ainda fazerem curso depois, de 4 meses… nós vamos estar com o primeiro time dando aula. Vai ser muito importante.

Agora, a iniciativa de hoje tem outro foco: é reciclar. É a reciclagem. É aquele que já está na rede. Da mesma maneira que a UNIVESP, que é outra iniciativa, a Universidade Virtual, com a cooperação das universidades. A UNIVESP, os cursos que dá, em parte ou em grande medida são para professores também da rede. Então, nós estamos investindo no material humano já disponível – e preparando o melhor material humano possível para o futuro. Por isso é que esse programa se ajusta tão bem à nossa política educacional, ao diagnóstico e às propostas que nós temos para a Educação em São Paulo e, diga-se de passagem, que não são muito diferentes do problema da Educação no nosso país.

Muito obrigado ao Paulo. Eu acho que é a última solenidade em que participamos juntos – e eu queria de público aqui agradecer a enorme contribuição que o secretário e a sua equipe deram para a Educação em São Paulo. Agradeço também a Maria Lúcia (Carvalho Vasconcelos), que foi a nossa primeira secretária; a Maria Helena (Guimarães), que fez um trabalho extenso, amplo, muito bom; e ao Paulo Renato, a quem coube materializar muitas das coisas que já vinham e inovar. Parecia que não tinha mais inovação para fazer, mas não só avançou no que era novo, como trouxe também coisas novas, avançadas. Muito obrigado, Paulo – a você e a todo o seu time. Eu não vou citar nomes aqui porque ia cometer injustiças.Portanto, fica aqui o meu agradecimento ao conjunto da equipe.

Muito obrigado!