Governador discursa no anúncio do 5º Mutirão do Microcrédito – Banco do Povo Paulista

Governador Geraldo Alckmin: Bom dia a todas e a todas! Quero dizer da alegria de estarmos aqui hoje. Saudar o Davi Zaia, secretário de Estado de Emprego e Relações do Trabalho; os deputados estaduais: o Carlão Pignatari, Itamar Borges, o deputado Lobbe Neto, preside o CEPAN; saudar a todas as prefeitas, prefeitos, presidentes de Fundo […]

qua, 09/11/2011 - 9h30 | Do Portal do Governo

Governador Geraldo Alckmin: Bom dia a todas e a todas! Quero dizer da alegria de estarmos aqui hoje. Saudar o Davi Zaia, secretário de Estado de Emprego e Relações do Trabalho; os deputados estaduais: o Carlão Pignatari, Itamar Borges, o deputado Lobbe Neto, preside o CEPAN; saudar a todas as prefeitas, prefeitos, presidentes de Fundo de Solidariedades; vice-prefeitos, vereadores; saudando a Teresinha Servidoni, prefeita de município de Rincão, professora Teresinha; Dr. Milton Luiz de Melo dos Santos, presidente da Nossa Caixa Desenvolvimento; Antônio Mendonça, que é o diretor executivo do Banco do Povo paulista; Hugo Duarte, presidente do Conselho da São Paulo Confia; o Júlio Durantes, gerente de Política Públicas Excepcionais do SEBRAE; a Soninha Francine, que dirige a SUTACO, Superintendência do nosso trabalho de artesanato, que é muito importante; os agentes aqui do Banco do Povo, amigas e amigos.

São três medidas que nós estamos anunciando hoje. A primeira delas é a redução da taxa de juros, que será reduzida de 0,7 para 0,5%. Será a menor taxa de juros do Brasil. Eu quero aqui saudar o Natalício Bezerra da Silva, que preside o Sindicato dos Taxistas aqui de São Paulo; e também o Gilberto Almeida dos Santos, que preside o Sindicato de Sindmotos aqui de São Paulo. Mas se alguém tirar cinco mil reais de um banco comercial, ele vai pagar 5% em média ao mês de juros. Então ele pagaria cinco mil reais depois de um ano, e ele vai pagar os cinco mil que ele emprestou, e vai deixar R$ 1.700,00 de juros para o banco. No Banco do Povo, agora com 0,5% de taxa, se ele tomar os cinco mil reais, ele paga R$ 163,00 de juros, 10 vezes menos. Então, a primeira medida é redução da taxa de juros, 0,7 para 0,5%.

São Paulo é uma terra de empreendedores, uma terra de oportunidades. Aqui se valoriza o trabalho, se valoriza quem empreende, e o mundo o moderno não é só de emprego, mas é também de empreendedorismo. Aliás, se a gente for ver os grandes negócios da economia criativa, da nova economia no mundo, são negócios que começaram na garagem, no fundo de quintal, negócios pequenos da economia criativa, que cresceram e se tornaram os grandes negócios do mundo. Então, criaram uma cultura do empreendedorismo, e nós vamos oferecer junto com o microcrédito o curso de empreendedorismo.

Quem quiser montar um negócio, quando ele receber o dinheiro ele também recebe um kit com toda a orientação para começar um negócio. Se ele tiver interesse pode fazer o curso de empreendedorismo, de gestão, de marketing, de mercado, das varias áreas correlatas. A segunda medida é aumentar o valor. Hoje o teto do microcrédito é R$ 7.500,00. Nós vamos passar para R$ 15.000,00. Dobra o valor do Banco do Povo, para estimular ainda mais a atividade empreendedora. E um fato interessante, Dr. Milton – e quero saudar aqui também conosco o Meireles, representando a Federação da Agricultura do nosso Estado de São Paulo. Rico, quando deve, vai pra Paris, mas a população mais simples quando deve não dorme de noite. A inadimplência é menos de 2,0%, é baixíssima. Aliás, quero aqui destacar a importância do trabalho dos nossos agentes de crédito, porque têm estimulado o desenvolvimento de São Paulo, estimulado a atividade empreendedora de forma criteriosa, porque a inadimplência não passa de 2,0%.

Nós já emprestamos desde o início, à época do querido Mário Covas, emprestamos R$ 800 milhões e queremos chegar a R$ 1 bilhão de microcrédito financiado em São Paulo. Hoje nós temos R$ 130 milhões emprestados, mais de 50 mil tomadores, mais de 50 mil contratos. E para fazer crescer ainda mais começa hoje o 3º Mutirão. Nós temos uma meta de emprestarmos mais R$ 18 milhões; serão mais de 4.000 contratos. Já estamos em 461 municípios, e queremos chegar nos 645 municípios. Aliás, vejo aqui muitos prefeitos, prefeitas, que já tomaram lá as suas medidas para poder ter, e quero agradecer aos municípios, porque o local, a sala, o prédio, são todos cedidos pela prefeitura, e o agente de crédito é também funcionário da prefeitura. E disse aqui, o Davi Zaia, nós vamos estabelecer uma fórmula de estímulo para os agentes de crédito com premiação, para dar um estímulo por resultados do seu trabalho.

O Papa Paulo VI dizia que o desenvolvimento é o novo nome da paz. Onde não há oportunidade, não há salário, não há renda, não pode haver paz. O desenvolvimento é o novo nome da paz. Mas ela não pode ser feita só com aumento da riqueza, mas com a distribuição e com justiça social. Há alguns anos atrás eu fiquei fora estudando. E lá se dizia: como é que vai estar o mundo em 2020, 2030? Então era assim: um mundo mais rico, mas um mundo mais desigual. Ou seja, quem é mais pobre, melhora um pouquinho; quem é rico, fica milionário; quem é milionário, fica bilionário. Ou seja, o mundo fica mais rico, mas as distâncias não diminuem. A consequência disso é um fluxo migratório. As pessoas migram, mudam para uma cidade em busca de sobrevivência, de renda, de emprego. Mudam para uma cidade da mesma forma. O sujeito sai da África e quer entrar na Europa. O cara sai do México e quer entrar nos Estados Unidos, e os Estados Unidos começa a fazer barreira entre Tijuana e San Diego; enfim, as questões de natureza migratória.

Vejo que nós temos aqui um programa de grande importância, não só econômico, mas social, para se criar oportunidades e ajudar a população. Quero deixar aqui um grande abraço aos nossos agentes de crédito. Dizer que vocês têm um papel muito relevante. Agradecer aqui ao David Zaia. David Zaia foi presidente do Sindicato dos Bancários, agora virou banqueiro, Dr. Milton. Mas é um banqueiro do povo, para levar o crédito à população. Eu tenho um filho bancário, que trabalha no México, mora lá há três anos, o Geraldinho. Sou neto de bancário, meu avô era gerente do Banco Mercantil em Pindamonhangaba, no tempo que o gerente do banco morava em cima da agência. Então a agência era na esquina principal da cidade, em frente à matriz, e você subia uma escadinha e o gerente morava em cima. Então eu ia visitar o meu avô, ele morava em cima do banco. Bons tempos, que o gerente podia morar em cima da agência bancária. Mas o fato é que um dos grandes instrumentos, das grandes ferramentas do desenvolvimento é o crédito. A pessoa precisa ter capital pra coisa poder caminhar. E o problema do Brasil, é que nós temos a maior taxa de juros do mundo. Então o capital é muito caro. E o que nós estamos fazendo? Levar um capital, o mais barato, para valorizar não o capital, mas para valorizar o trabalho, a capacidade empreendedora das pessoas. Não vai faltar dinheiro pro Banco do Povo. Este ano o Antônio Mendonça aqui, o Davi Zaia, este ano foi 120 milhões, o ano que vem será 150 milhões, mas se precisar de mais recurso, nós vamos colocar mais recurso. Esse é o melhor programa social. Quero agradecer ao Davi Zaia, ao Antônio Mendonça, aos nossos deputados, que na Assembleia Legislativa estão fazendo um grande trabalho para fortalecer o empreendedorismo. Carlão Pignatari, o Itamar Borges. Agradecer as nossas prefeitas, prefeitos, aos nossos parceiros, em cada um dos municípios, e dizer o seguinte: quando passar dos R$ 15 mil não é mais pessoa física, não é? Cooperativa é mais, não é? Cooperativa é R$ 25 mil. Quando passado desses valores, vocês podem encaminhar: está aí o Dr. Milton, para a Nossa Caixa Desenvolvimento. Então o microcrédito é o banco do povo. A média empresa, até 100 milhões de faturamento/ano, a Nossa Caixa Desenvolvimento fará o crédito necessário para estimular o desenvolvimento e emprego aqui, em São Paulo. Muito obrigado a todos!