Governador discursa na inauguração da estação Sacomã do Metrô

Governador José Serra: Nós estamos fazendo algo inédito, que são três linhas de Metrô simultaneamente: a Linha-4, a Linha-5 e esta Linha-2, a de Freguesia do Ó. E, sem falar da extensão sobre a forma de metrô leve daqui até a Cidade Tiradentes, a dezenas de quilômetros do centro da capital. Tudo isso simultaneamente. O […]

sáb, 30/01/2010 - 19h08 | Do Portal do Governo

Governador José Serra: Nós estamos fazendo algo inédito, que são três linhas de Metrô simultaneamente: a Linha-4, a Linha-5 e esta Linha-2, a de Freguesia do Ó. E, sem falar da extensão sobre a forma de metrô leve daqui até a Cidade Tiradentes, a dezenas de quilômetros do centro da capital. Tudo isso simultaneamente.

O Metrô tem tido financiamento do BID, ou seja, do Banco Interamericano, do Banco Mundial, dos japoneses e do nosso BNDES. Eu quero dizer que a primeira vez que o BNDES financiou o Metrô foi no governo Montoro: a Linha Leste, que foi negociada por mim, na época, como secretário do Planejamento. O BNDES, até então, não tinha nunca financiado o Metrô. E, no caso de São Paulo, isso não é uma reclamação é uma constatação até porque eu acho que não poderia ser de outra maneira. É o único estado onde o Governo Federal não investe diretamente no Metrô, não põe dinheiro a fundo perdido. Mas, este financiamento do BNDES, feito em muito boas condições, foi decisivo para que nós pudéssemos tocar rapidamente essa obra.

Eu creio que o essencial foi dito, mas eu vou reprisar. Esta linha, ela vai até a Vila Prudente, depois ela vai continuar até interligar, praticamente nós vamos ter um outro ramal leste do Metrô. Vai até o Oratório, enfim, é uma linha que continua, é uma obra que não acabará na Vila Prudente. Mas, além disso, ela vai fazer a ligação do Expresso Tiradentes, do metrô leve que vai cortar toda a Zona Leste até o extremo da Cidade Tiradentes.

São Paulo, nos anos 70 principalmente, teve um padrão de desenvolvimento urbano que, infelizmente, foi um equívoco que se cometeu no Brasil: fazer grandes conjuntos habitacionais, Luiz Marinho, afastados de tudo, não é? Não tem escola, não tem saúde, não tem as melhorias urbanas necessárias e está muito longe. Esse é o caso de todo aquele complexo que se chama Cidade Tiradentes, mas, na verdade, são muitos conjuntos. Nós, desde a Prefeitura, estamos investindo muito naquela região: na área da saúde, na área da educação, na área da urbanização, mas a plenitude daquilo que a gente queria vai se materializar quando tivermos essa linha funcionando e isto vai, praticamente, integrar São Paulo. E o que nós queremos é uma São Paulo cada vez mais integrada, uma São Paulo que seja cada vez mais de todos os que aqui moram, os que nasceram e os que não nasceram, mas os que aqui moram, aqui vivem e aqui trabalham.

Essa estação, ela é o reflexo de todos os avanços que nós fizemos no padrão Metrô e CPTM em São Paulo. Ela condensa bem tudo isso. Absolutamente adaptada aos deficientes físicos de todo tipo. Nós viemos andando aí em uma faixa que é para o deficiente visual. Vai ter de tudo para o deficiente físico, inclusive, para o deslocamento no sistema de elevadores. Não é caro botar isso, caro é quando tem que se fazer quando não tem como nós estamos fazendo na Paulista. Estamos gastando mais de 110 milhões.

110 milhões para adaptar várias estações ao deslocamento de pessoas que têm problemas de mobilidade. O conforto e a segurança. São vários itens de todos os tipos, a rapidez, a questão da bilhetagem de maneira eletrônica, estas portas que funcionam na plataforma de maneira que quando o trem chega, a porta abre e quando o trem sai, a porta fecha. Não só aumentando a segurança, como diminuindo o estresse. Eu, pelo menos pessoalmente, sempre fiquei nervoso quando você está em uma estação cheia, vem chegando o trem e a gente está lá na beira da plataforma.

Quando eu estava com o Portella, uma vez, olhando o Metrô de Paris, nós vimos essa porta funcionando em algumas estações. Falei “Portella, temos que botar em São Paulo”. E pouco a pouco haverá em todas as estações, porque essa estação aqui, ela não vale só pelo que ela é, ela vale também como um modelo daquilo que todo o Metrô e a CPTM serão em São Paulo. Isto é importante, as inovações são introduzidas em um determinado momento e depois de difundem. Isto é o que vai acontecer a partir deste exemplo. Aliás, aqui do ponto de vista ambiental, até reciclagem de água vai ter. A água da chuva que vai ser utilizada, eu vi agora na futura estação da Vila Prudente, que vai ser utilizada para o consumo da própria estação. Não podia ter nada mais ambientalmente correto do que isso.

Portanto, agora o que o Metrô faz é o transporte seguro, pontual, previsível, confortável e mais rápido. A gente sabe que depois do Bilhete Único de integração Metrô-ônibus, é óbvio que aumentou a lotação do Metrô. Tem gente que reclama, não usuários, mas tem gente, analistas, que dizem “não, não podia estar tão cheio, etc”, mas aumentou porque ficou mais barato e porque a população tem que se descolar. A reposta a isso não é barrar os usuários. A resposta a isso seria ampliar os serviços, coisa que nós estamos fazendo. Porque essa modernização toda também, ela vai aumentar a capacidade de transporte no Metrô e na CPTM em São Paulo, porque a informatização, os controles automáticos, os equipamentos novos permitem, inclusive, a diminuição ou o aumento da frequência de transportes, que é muito claro no caso dos trens urbanos. Portanto isso também aumenta a capacidade de transporte e serve à população assalariada, à população trabalhadora.

No nosso governo, nós expandimos muito, como nunca se expandiu, a saúde no estado de São Paulo. Nunca. Expandimos muito a área da educação. No ensino técnico, expandimos, fizemos a expansão mais acelerada que já se fez na história de São Paulo e no Brasil. Basta dizer que a média brasileira é que está puxada pela média do ensino técnico de São Paulo. Quando se pega o ensino técnico está crescendo tanto no Brasil, vai se olhar o número por dentro, a gente verifica que a expansão que se fez aqui em São Paulo é o principal fator de explicação tocada pelo Governo do Estado. Mas junto com isso, nós conseguimos expandir mais ainda o investimento. E é um investimento que serve à população trabalhadora, que é todo investimento na área de transportes urbanos. Na área do Metrô, da CPTM, do Rodoanel, cujo trecho sul está nas últimas semanas para ser concluído. A obra da marginal, que vai desafogar a marginal e melhorar a qualidade do meio ambiente. A Jacu Pêssego, lá no extremo da zona leste, que vai ligar a região do ABC à região de Guarulhos, diretamente, e muitas outras obras, sempre em parceria com as prefeituras e com a Prefeitura da capital de São Paulo, que é a maior de todas, principalmente. Trabalhamos juntos e, aliás, registre-se pela primeira vez em décadas, a Prefeitura da capital voltou ao Metrô trazendo recursos substanciais para a expansão de outras linhas.

Portanto, hoje é um dia de festa e eu queria dar por último os meus parabéns aqueles para os quais esta obra está voltada: os usuários do Metrô, os paulistanos que andam todo dia de transporte coletivo para ir e voltar para o seu trabalho, para ir e voltar da escola. Queria dar os meus parabéns a eles também e dizer que aqui nesta região nós temos um lugar que condensa aquilo que tem de mais essencial em matéria de investimentos, tantos do governo quanto da prefeitura, que é em Heliópolis. Eu inaugurei outro dia o maior Ambulatório Médico de Especialidades do estado de São Paulo. Dezenas de especialidades, mais de 20 mil consultas, mais de 40 mil exames por mês que ficam ao lado do Hospital de Heliópolis.

Temos uma escola técnica funcionando em Heliópois, sem alarde, que hoje forma a garotada e adultos também com cursos de um ano e meio para proporcionar um futuro de oportunidades para esse pessoal. Temos, por parte da Prefeitura, um atendimento de creches que levou de cinco unidades, quando nós assumimos a Prefeitura, para 19 unidades hoje aqui em Heliópolis. Por isso que eu digo que Heliópolis vai virando cada vez menos favela, cada vez mais um bairro.

Nunca se fez tanto na história de São Paulo, não quero aqui parafrasear nenhum, mas nunca se fez tanto, tanto na área de favelas para transformá-las em bairros, para remover a população das áreas de risco de dentro das favelas, porque tem área de risco também, o que não tem área de risco fica e desfruta das melhoras quanto neste último período. Podemos tomar outros exemplos como o de Paraisópolis e outros lugares.

Pois bem, esta nova linha também serve aos trabalhadores que moram em Heliópolis. Portanto, estamos juntando aqui todas as contas. Estou em um dia, para mim, de muita felicidade. Para mim, a vida pública só tem um sentido. Não é o de ter prestígio, de ser influente, de chamar a atenção. Para mim, vida pública é fazer as coisas acontecerem, é mudar a nossa cidade, o nosso estado, o nosso país e integrando a nossa população toda, em cada cidade dentro do nosso estado, no progresso. Nunca mais vamos ter no Brasil progresso excludente. Temos que ter um progresso que inclua todo mundo. E esse é o sentido do nosso trabalho que, graças a Deus, tem ido e irá muito bem até o final do mandato.

Muito obrigado.