Governador discursa em entrega do AME de Andradina

Governador José Serra: Eu queria dar o meu boa tarde a todos e a todas, e dizer que esse calor aqui só tem uma compensação: é que o calor humano refresca, então dá para aguentar bem a temperatura. Quando entrei aqui, já vi que essa é uma unidade que vai funcionar. Sabe por quê? Porque a gente […]

sáb, 27/03/2010 - 11h21 | Do Portal do Governo

Governador José Serra: Eu queria dar o meu boa tarde a todos e a todas, e dizer que esse calor aqui só tem uma compensação: é que o calor humano refresca, então dá para aguentar bem a temperatura. Quando entrei aqui, já vi que essa é uma unidade que vai funcionar. Sabe por quê? Porque a gente vê satisfação no rosto e nas atitudes do pessoal que trabalha aqui. Quer saber se uma coisa pública funciona é olhar para a cara do pessoal que atende. Está todo mundo satisfeito. Por quê? Porque não é apenas questão salarial, mas é também um ambiente bom para o trabalho, um ambiente em que as pessoas sentem que vão servir ao próximo e que vão ter a garantia da continuidade. Isto é muito importante, e para mim é o principal indicador. 

Nós não estamos fazendo o que estamos fazendo em Andradina porque a Prefeitura é do PT. E não estamos deixando de fazer porque a Prefeitura é do PT. Nós trabalhamos com todo mundo de verdade, não da boca para fora. A gente trabalha da mesma maneira. Nunca, posso garantir a vocês – ninguém tem a obrigação de acreditar, mas posso garantir – nunca, nunca um secretário ou alguém da Casa Civil ou um assessor me procurou para dizer: “Fazemos ou não fazemos tal coisa no Município tal porque o prefeito é de tal partido?”. Isso nunca aconteceu na administração e eu nunca precisei dizer para isso não acontecer. É que não é o jeito do pessoal trabalhar.

Juntando as coisas aqui em Andradina – eu vou dar um número sintético, o prefeito já falou o que tem de mais essencial – em obras e ações aqui na nossa gestão, que vai até o fim do ano, mas já tem o orçamento, nós gastamos aqui 83 milhões de reais, que são ações também, não é só investimento. São  57 mil habitantes. Quer dizer, dá mais, bem mais de mil reais por habitantes, dá uns 1.400 reais, se eu não me engano, 1.300 reais por habitante. É um recorde, viu? Poucos Municípios têm essa condição. Mas não é só o volume de dinheiro, é o tipo de obra, é o tipo de serviço.

Este AME (Ambulatório Médico de Especialidades) aqui é o caso mais característico. Eu vou ser bem franco para vocês: nós investimos aqui menos do que é necessário para manter o AME durante o ano. Aqui foram 6 milhões de reais para fazer. Nós vamos gastar no ano 8 milhões de reais (para manter). Saúde é assim. Saúde a gente gasta mais para manter do que para construir, do que para equipar. Não que não seja importante uma boa construção, bons equipamentos, mas custa mais a manutenção. Manutenção com padrão de qualidade.

Aqui nós temos 21 consultórios médicos. As especialidades são quantas? 24 especialidades. Eu estou impressionado com o negócio da acupuntura. Nós estamos aumentando o mercado de trabalho para acupunturista em São Paulo, como nunca se fez. Aqui vão ser, além do mais, 3 consultórios não médicos – psicólogos, nutricionistas, terapeutas ocupacionais – e a capacidade é de 13 mil consultas por mês. Não é brincadeira. De exames, são 31 mil exames por mês, para diagnóstico, exames de imagem e de laboratório. Isto, em 2 meses, já é acima da população de Andradina.

Esta obra não é para Andradina. Ela é em Andradina, para atender os Municípios da região. E nós vamos ter logo, logo uma em Araçatuba – em abril se eu não me engano, final de abril – que também é Prefeitura do PT. Mas o importante é ter um serviço cobrindo aqui a região, porque cada AME atende 300, 400, 500 mil pessoas na população. E, olha, tem mais: como eu disse inicialmente, ter a Santa Casa aqui é uma garantia de que vai funcionar. É um serviço público, porque atende todo mundo, e é de graça – mas é administrado por uma entidade filantrópica que nós contratamos, uma OS (organização social), que é tão combatida em alguns meios sindicais, e, no entanto, é o grande instrumento de qualidade, de flexibilidade e de satisfação no atendimento da população.

Nós investimos aqui também na Santa Casa, na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da Santa Casa. Nós fizemos aqui uma nova ETEC (Escola Técnica), que é o ensino que vira emprego. Do que é a especialidade aqui? Jurídicas. A ETEC é um ano e meio de curso, nível médio, de cada 5 que se formam, na média 4 já têm emprego. Nós temos em alguns lugares, inclusive, ETECs e FATECs (Faculdades de Tecnologia) na área da saúde. A gente vai distribuindo pelo Estado de São Paulo inteiro. O mais importante é que as novas vagas em ETECs aqui na região foram multiplicadas por 5, porque não é só ETEC nova, é também a ampliação de ETECs existentes. E temos também uma FATEC funcionando, e vamos ter aqui um novo curso, que vai ser o curso de Produção de Açúcar e Álcool, com 40 vagas aqui – o que vai ajudar bastante o prefeito. Aqui era uma região de boi, basicamente, mas agora 50% é cana. Portanto, vamos formar também técnico que entenda do assunto de cana.

E finalmente, temos o Poupatempo lá em Araçatuba, mas que vai servir a toda a região – e vai valer a pena ir até lá. Vale a pena porque é um serviço rápido, coisa de 1, 2 dias se tira documentos. Todos os Poupatempos planejados sofreram um atraso porque algum espírito de porco entrou com uma representação no Tribunal de Contas, porque a gente fazia concorrência integral. Mas nós resolvemos o problema no Tribunal de Contas, e as licitações agora já estão em andamento.

Mas aqui, além da Santa Casa, nós estamos fazendo uma recuperação de estrada que é importante em Andradina, que é a SP 563, a rodovia Euclides Oliveira Figueiredo, entre Andradina e Tupi Paulista. São 80 quilômetros com investimento de 83 milhões de reais. Não é brincadeira. Vai terminar em julho, nós esperamos, de qualidade, pelo (programa) Pró-Vicinais. Enfim, eu vou me deter por aqui, é um relatório muito grande, não acrescenta mais ao espírito do que nós queremos transmitir. Ah, tem também o IAMSPE (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual), claro. Só queria dizer uma coisa: eu aqui cheguei com uma energia “X” e saio com uma energia “2X”, o dobro.

Eu estou na vida pública não é para aparecer, não é para ter o prestígio. O ritual do poder não é algo que me atrai, quem convive comigo sabe disso. Mas eu estou na vida pública para fazer as coisas acontecerem direito – e quando eu venho a um lugar onde vejo algo que por nossa iniciativa – a ideia nem foi minha, dos AMES, a ideia foi do (secretário estadual da Saúde, Luiz Roberto) Barradas, de criar essa figura nova da saúde brasileira. O Barradas, aliás, me acompanha desde que eu tomei posse no Ministério da Saúde. Eu arranquei ele do governo do Estado, ele anda comigo, ou próximo a mim, há 12 anos. Mas eu estou na vida pública para fazer as coisas acontecerem. Quando eu venho a um lugar onde vejo as coisas acontecerem, funcionando, isso me preenche, acreditem vocês, até o fundo da alma.

Muito obrigado por esse calor que refresca.