Alckmin discursa no lançamento do Projeto Mina D’Água

Geraldo Alckmin: Boa tarde a todas e a todos; estimado Bruno Covas, nosso secretário de Estado do Meio Ambiente; o nosso prefeito de Sorocaba, o Vitor Lippi, que fez uma troca aqui, e eu lembrei do seguinte: quando o Covas era governador, eu era vice, Bruno, ele se afastou para ser candidato a reeleição, em […]

ter, 01/02/2011 - 18h08 | Do Portal do Governo

Geraldo Alckmin: Boa tarde a todas e a todos; estimado Bruno Covas, nosso secretário de Estado do Meio Ambiente; o nosso prefeito de Sorocaba, o Vitor Lippi, que fez uma troca aqui, e eu lembrei do seguinte: quando o Covas era governador, eu era vice, Bruno, ele se afastou para ser candidato a reeleição, em 1998, e eu assumi durante aqueles meses. E fui visitar o hospital da mulher, o hospital Pérola Byington. Aí, na saída, alguém dizia: “governador é por aqui, governador é por ali”, aí uma senhora ouviu falou: “nossa o Mario Covas pessoalmente é mais magro”. Mas, quero saudar o nosso diretor executivo da Fundação Florestal, respondendo também pela sua presidência, José Amaral Wagner Neto; diretor-presidente do Instituto Florestal, Rodrigo Braga Morais Victor; comandante da Policia Ambiental do Estado de São Paulo, coronel Milton Nomura; secretária adjunta do Governo do Verde e do Meio Ambiente da capital, Leda Maria Aschermann; prefeitos, de Sorocaba o Vitor Lippi, que falou em nome dos prefeitos; de Brotas, Antônio Salla, de Novo Horizonte, Antônio Torres; Ibiúna, Coiti Muramatsu; Guararapes, Edenilson; Eldorado, Donizete; Colina, Valdemir Moralles; Claudio Maretti, diretor da ONG WWF Brasil; proprietários das RPPNs; representantes de fundações, entidades, nossa equipe aqui do meio ambiente; amigas e amigos.

Uma palavra breve. Quero dizer da alegria, Bruno, de estarmos juntos aqui nessa tarde, e em um momento tão importante. São Paulo aqui foi destacado, é o maior responsável pelo o que restou de Mata Atlântica no Brasil. (Nós) nos orgulhamos muito desse fardo, e queremos mantê-la e recuperá-la, ampliá-la.

E dizia a pouco aqui comigo o presidente, diretor da Fundação Florestal, que a melhor unidade que nós temos de preservação é o seu proprietário consciente. E hoje, está muito pulverizado, essas áreas estão muito pulverizadas, em pequenas áreas até grandes áreas. Então as Reservas de Proteção ao Patrimônio Natural (RPPN), elas são uma importante conquista e um importante instrumento para preservar as nossas matas naturais.

E veja como a descentralização é importante. Enquanto esteve no Ibama, lá longe, eram três mil hectares, descentralizou para o Estado, hoje mais de 18 mil hectares já de RPPNs – 59 reservas de proteção ao patrimônio natural. E aí destacar também a importante parceria com a WWF entre a Fundação Florestal e a Organização WWF para o inventário, o diagnóstico e o atlas das RPPNs no Estado de São Paulo, de grande importância.

E acho que nós devemos educar, fiscalizar e incentivar. E aí vem a possibilidade, Bruno, de a gente pode remunerar, pagar por serviço prestado e de outro lado, estímulos de natureza fiscal, estímulos de natureza tributária, para que a gente eduque, fiscalize, mas também incentive, dê estimulo para que a gente possa ter preservadas as nossas matas naturais, seja ela Mata Atlântica, sejam áreas de Cerrado, enfim, as matas naturais do Estado de São Paulo.

E finalmente fico muito feliz aqui com o projeto Mina D’Água que hoje assinamos mais oito convênios. Água é vida. O ser humano, 70% do corpo humano é água. Um bebê, 80% de um neném é água. Quando a gente vai ficando mais velho, vai ficando mais enxuto, não é? Mas, ainda, mais de 60% é água, e água é um bem escasso. A maior parte da água do mundo é salgada, e as grandes bacias estão longe. Nós, por exemplo, aqui em São Paulo, temos muito pouca água, porque nós temos 22 milhões de pessoas a quase 700 metros de altitude. Isso é raro no mundo. As grandes megalópoles do mundo estão perto do mar, nós estamos aqui na cabeceira. O Rio Tietê nasce aqui do lado, aqui em Salesópolis, então, quando ele passa por São Paulo é pouquinha água. Quando ele deságua no Paranazão é muita água. Então é pouquíssima água. Então nós precisamos preservar essas minas, e esse trabalho de pagamento, e fazendo através do FECOP, do fundo que nós temos, e junto com as prefeituras, fazendo através das prefeituras municipais, pagando pelo serviço, de acordo pelo tamanho da mina, a sua importância, a sua preservação, o trabalho que é feito, nós vamos estar dando um grande avanço na questão ambiental do Estado de São Paulo.

Mas quero desejar um ótimo trabalho ao Bruno Covas, tenho certeza de que o Mário Covas é sua fonte permanente de inspiração, pela honestidade, pelo espírito público, pelo estadista que foi. Cumprimentar aqui toda equipe, eu sou filho de funcionário público, vejo aqui o doutor Paulo Bressan, que dirige a Fundação Zoológico. Meu pai era veterinário, formado aqui pela USP e um homem de bom gosto, ele dedicou a vida inteira ao peixe. Era também santista, mas ele se dedicou a piscicultura. Eu nasci em Pindamonhangaba porque lá tem uma estação de piscicultura. Papai e minha irmã nasceram em Santos, porque Santos tinha o Instituto de Pesca Marítima. Ele dedicou a vida inteira ao Governo do Estado de São Paulo como pesquisador e como… naquele tempo não tinha essa separação de pesquisa e fomento, (então ele) fazia as duas coisas, pesquisa e atendimento…

Então fico feliz de abraçar aqui todos os servidores da Secretaria, da Fundação Florestal, do Instituto Florestal, abraçar aqui nossos parceiros da sociedade civil e do setor privado e os municípios, os prefeitos municipais. É uma tripartite aqui não é, uma boa sinergia: o Governo do Estado, os municípios e a sociedade civil, organizada ou proprietária. E dizer que contem conosco, vamos trabalhar muito juntos pelo meio ambiente e por São Paulo.