Festas Típicas

Em Juquitiba, Santa Isabel, São José dos Campos, Joanópolis, Atibaia, Piracaia e muitas outras localidades por todo o Estado, acontece a Dança de São Gonçalo, diante do altar do santo, com a função de pagar promessa, sem data determinada. Inicia-se com reza cantada por todo o público, em solo e coro, sem instrumentos, tirada pelo capelão (pessoa que conhece os cânticos e tem boa voz). Na dança, cantam os violeiros, especialmente convidados e especialistas na função.

Na festa de Corpus Christi, confeccionam-se tapetes florais, com motivos religiosos, que cobrem as ruas a serem percorridas pela procissão.

São Benedito, de grande devoção popular, é festejado em muitas cidades, como Aparecida, onde se reúnem grupos folclóricos, entre Moçambiques, Congadas, Marujadas, Catopés (variante de Congada), além dos Cabeções. Participa ainda a Cavalaria de São Benedito: desfile de cerca de 500 cavaleiros, vestidos de branco, montando cavalos escolhidos. As procissões que conduzem a imagem do santo são acompanhadas pelos grupos que cantam e dançam sua própria música. É servido o afogado à população. Na festa de Corpus Christi, confeccionam-se tapetes florais, com motivos religiosos, que cobrem as ruas a serem percorridas pela procissão. Constituem trabalho coletivo da população que usa materiais como pétalas de flores, serragem, vidro moído, pó de café, casca de ovo, tampas de garrafa etc. Entre outras cidades, são famosas pelos seus tapetes: Matão, São Manuel e Santana do Parnaíba.

No mês de abril dá-se a romaria a Bom Jesus de Pirapora, quando milhares de pessoas a cavalo, a pé, em carroças, de bicicleta, atualmente com carros e até motos, dirigem-se ao santuário do Bom Jesus para pedir proteção à lavoura e agradecer graças recebidas. Partem caravanas do bairro de Santo Amaro, na capital, mas o maior contingente é oriundo da cidade de Caucaia do Alto.

No dia 13 de maio comemora-se a libertação dos escravos, em Cotia, com concentração de Congadas, Moçambiques, Marujadas. Realiza-se um cortejo encabeçado por personagem representando a Princesa Isabel. Outra forma de rememorar o fato histórico é com a dança do Batuque, como em Tietê.

Muitas são as festas religiosas dos santos e orixás das religiões da cultura africana: umbanda e candomblé. A principal é a de Iemanjá, orixá do mar, a 8 de dezembro, na Praia Grande. É uma romaria em que milhares de fiéis prestam homenagem à rainha do mar, por meio de oferendas jogadas na água e prática dos rituais de culto, na praia. Muito festejados são também os Ibejis ou Erês, protetores das crianças (sincretizados em Cosme e Damião), com rituais a elas destinados, no mês de setembro, principalmente na capital.

O folclore paulista é rico em festas, religiosas ou não, com danças, teatro, música, procissões, comidas especiais, indumentárias e tudo quanto a elas se relacione.Com certeza, enumerar todas é impossível, devido ao caráter dinâmico de nossa cultura.

Porém, se o turista não quiser se aventurar na cozinha, São Paulo oferece milhares de opções para todo tipo de paladar.

Festa Peão de Boiadeiro

Festa do Peão de Boiadeiro - Barretos

Atenção

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Esse evento merece um capítulo especial. Por dez dias a cidade de Barretos, em São Paulo, se transforma na maior cidade country do mundo. Barretos fica a 438 km de São Paulo e 127 km de Ribeirão Preto. A maior festa de rodeio do mundo não tem só rodeio. O evento, que movimenta milhões de dólares, surpreende por sua diversidade. Numa profusão de atrações folclóricas, culturais, artísticas, comerciais e esportivas, a Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos atrai mais de 800 mil pessoas, que ocupam hotéis, pousadas e todos os leitos disponíveis num raio de 150 km. Gente vinda de todos os cantos do Brasil e muitos vindos de outros países, vestidos de cowboys e cowgirls, ocupam o estádio local, com capacidade para 35 mil pessoas, e os 1.440.000 m² do Parque do Peão, que conta com lojas de produtos variados, praças de alimentação com réplicas de restaurantes famosos, parques temáticos, feiras e boates.

A Festa do Peão de Boiadeiro teve início em 1956. Nesses 43 anos, a festa se tornou tradicional no rico interior paulista e foi a responsável pela difusão do estilo country no País. Famosos por movimentar altas cifras, os rodeios abriram caminhos para diversos outros concursos, que oferecem de chapéus a carros de luxo zero quilômetro, ou prêmios que podem chegar a R$ 100 mil, em dinheiro, para somente um ganhador.